sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Nossa Senhora do Carmo


Há coisas, neste mundo que eu não entendo... talvez nunca tenha ultrapassado a famosa idade dos porquês e há muita coisa que me faz confusão... muitas delas interferem com a educação que tive, quer dos meus pais e familiares, quer no Escutismo. Há palavras que estão a cair em desuso.. humildade... respeito... civismo... fé... devoção...


Hoje e ontem participei nas Procissões de Nossa Senhora do Carmo aqui na minha terrinha. E constatei que, de ano para ano, há situações que se vão agravando e acontecendo de forma mais amiúde.


Não quero com este post ferir a devoção, a fé e o sentimento cristão que a maior parte das pessoas que participaram nas procissões detêm, não é esse o objectivo deste blog e muito menos o meu... mas desta vez sou "obrigado" a falar, tal o desiderato verificado entre os "pseudo-cristãos" que acompanham Nossa Senhora e os "verdadeiros cristãos" que com ela percorrem o seu caminho de retiro espiritual e fé verdadeira na Santa de todos nós.


Ontem assisti a um pouco de tudo daquilo que eu chamo de "peixeirada"...


- Ó amigo!!! Isto não anda? (Esta deve ser a frase mais repetida ao longo destes dois dias)

- Isto esta mal organizado! O andor já vai no Teixoso e nós não saímos daqui!

- Isto tem que ir mais depressa...

- Eh pá... digam lá às meninas da frente para acelerar o passo.


à parte destes "habituais" comentários (que um indivíduo ainda vai aguentando ouvir) o gritante eram as conversas adequadas para uma procissão de devoção e silêncio... fala-se dos primos distantes, de politica, da roupa... e até de futebol...


Uma procissão é um lugar de culto!... é um lugar de silêncio (ou cantos adequados)!


Não é um lugar para vir de mão dada (excepto na ajuda a quem necessita), abraçadinhos que nem um par de namorados (e acreditem... ontem vi mesmo com os meus próprios olhos tal situação) nem tão pouco com pressa desenfreada de chegar ao destino... aaahhh... e muito menos para quem se lembra de atravessar a rua de "esquartejar" quem quer que seja preciso...


Hoje mais uma situação "espectacular"... meia dúzia de individuos a "entrarem" pela frente da procissão a dentro... aos termos a que chegámos...


Como é habitual os escuteiros dão umas garrafinhas de água para matar a sede... mas qual não é o meu espanto em ver as bermas da estrada cheias dessas mesmo garrafinhas vazias... ufa... são assim tão pesadas??? Tenham a sensatez de as devolver vazias aos escuteiros que eles se encarregam do assunto...


Resumindo... Prezados "Pseudo-cristãos".. fiquem em casa, e aí deitadinhos no sofá comam uns amendoizinhos, bebam umas minis, dêem à lingua à vontade com as primas e primos, façam a peixeirada que quiserem e não chateiem quem devotamente participa nas procissões e muito menos quem orgulhosamente ajuda na organização das mesmas... pois esses apenas estão a praticar algo que a muitos tal palavra não deve constar do seu dicionário pessoal "SERVIR"!





Finalmente as Férias...


Eis chegada aquela altura em que colocamos a trouxa as costas e galopamos em direcção ao horizonte, levando connosco todas as amarguras e mágoas, pensando que estes dias vão servir para apagar da nossa mente e corpo o stress diário.

Mas eis que nos vemos engarrafados no trânsito para chegar à praia... a falta típica de estacionamento para o nosso bólide ( e quando há é sempre à torreira do sol), os míudos ( e alguns graúdos) aos berros, os putos (e alguns matulões) a jogar á bola que, incansavelmente, nos acerta quando estamos pronto a entrar no sono da sombra minúscula do nosso chapéu de praia. O cheiro a frango assado e a febra de "barraco"... ufa, ufa...

Não é que não goste de praia... só não gosto de confusão, seja na praia, na serra ou no campo.


Daí que este ano, a exemplo do anterior, não vá dar um mergulhinho no Atlântico... vou "matar" uma teimosia... subir ao monte de Nossa Senhora da Graça em Mondim de Basto... mas até lá chegar vou participar no cicloturismo da etapa da volta (http://www.volta-portugal.com/etapas/etapa11/home.html) e depois rumar a norte, Bragança, Puebla de Sanabria... e logo se vê o resto... Espero encontrar o sossego e a tranquilidade que necessito... afinal...quem não precisa de respirar mais calmamente e encher melhor os pulmões?




quarta-feira, 4 de junho de 2008

Dura-ace




Os nipónicos da Shimano não deixam de me surpreender.

Mais uma evolução significativa no mundo das duas rodas.


Como sempre... o senão é o preço!


Talvez quando os combustíveis descerem possa fazer umas economias... e "provar" esta nova beleza... forçar a máquina ao limite... e respirar continuadamente...





quarta-feira, 28 de maio de 2008

Gasolina... Diesel...


Impostos: Receita com combustíveis continua a aumentar, apesar da descida do consumo

28 Mai (Lusa) : O Estado continua a aumentar as receitas fiscais com a venda de combustíveis, com a subida do encaixe com o IVA a compensar as perdas no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), admitiu hoje o ministro das Finanças.


Alguém me consegue explicar o que se passa neste mundo doido?

O mais engraçado disto tudo é que nos tornámos dependentes do petróleo… totalmente… e agora alguém se lembrou de começar a lucrar com isto… os lucros deviam ser escassos…

Quando comprei o meu primeiro carro a diesel o preço do Gasóleo cifrava-se nos 65$... sim.. ainda sou da altura dos cifrões… ou seja € 0,36… e isto foi (apenas) em 2001…

Em sete anos o preço do gasóleo aumentou 3,88 vezes mais… isto é, por arredondamentos… 4 vezes mais!
Sim! 4 vezes mais… ainda não fizeram as contas? Eu já!

Por este andar não demora muito a ir de bicicleta para o trabalho… assim, respirarei melhor o ar da manhã.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

De tolo e louco todos temos um pouco




Passados mais de 6 meses das minhas aventuras por terras espanholas e inglesas acho que chegou finalmente a hora de mostrar aqui duas fotos emblemáticas daqueles dias em que vivi uma das melhores experiências de toda a minha vida.


Acredito que cada ser humano, um dia, deva percorrer um caminho que lhe faça sentir algo mais profundo do que o simples arrastar da melancolia tradicional. Eu senti esse chamamento.


Talvez ele tenha acontecido numa altura da minha vida que fosse propício a tal desiderato. Mas a verdade é que senti uma vontade enorme em partir... em aventurar-me... em arriscar... em respirar mais e melhor.


As jornadas fazem-se ao sabor dos nossos sentimentos... e só se faz caminho, andando!